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Ao Estudar a História da Humanidade, vemos muitas coisas: amores, heróis, gênios, desafetos, ódios, burrices, ignorância, arrogância, lábia, honestidade, humildade, seriedade, serenidade… o que se vê no passado não pode ser mensurado.
E quando se tem um pouco de prática na leitura, comparações e reflexões sobre o que ocorreu no passado do Homem, ao olhar para o presente, apenas vemos as mesmas coisas se repetirem em situações, roupas e aparências diferentes. No fundo, ainda há querelas políticas, ainda existem a violência, a amizade, o amor, etc.
Não é uma questão de “tempo cíclico”, contudo; apenas se trata da constância da Natureza Humana em ação, contendo os axiomas basilares para as pluralíssimas diferenças entre as pessoas, sem deixar, claro, que o mar de particulares engula a essência humana.
A recente contenda entre Reinaldo Azevedo e Joice Hasselmann não foge da regra; mas não é, com toda a certeza, uma querela entre gênios, entre pessoas de alto nível e que contribuem para o país. É a discussão entre o sábio e o arrogante.
Reinaldo Azevedo vem, desde que o PMDB assumiu a casa, criticando, de maneira muito suspeita, tudo o que ameaça a soberania do partido no poder e, também, do PSDB. Se, antes, apoiava a Lava Jato, hoje não faz críticas construtivas, mas rotula, agride e levanta suspeitas sem fundamentos sobre as figuras de Sérgio Moro e de toda a operação. Mesmo sobre o desarmamento, Reinaldo mudou de opinião, como que do vinho para a água, quando a questão foi levantada, dado o caos no Espírito Santo há algumas semanas.
Foi no mínimo estranha essa mudança, essa crítica descabida contra a operação que desafia o status quo dos abutres que, por décadas, dominam o cenário político no país. De crítico do governo, Reinaldo passou a afagador dos poderosos, aquele que questiona os que querem, de uma vez por todas, sanar o problema da cleptocracia brasileira.
Pois bem: essa mudança foi notada por todos aqueles que se balizavam, ou simplesmente gostavam do que ele escrevia e concordavam com as análises de Reinaldo Azevedo. Nada mais natural que a indagação e a crítica, por parte destes, ao tão referido jornalista, e foi isso que Joice Hasselmann exatamente fez: usou de um questionamento certeiro, forte e de boa-fé.
Não foi com um palavreado desenfreado, ou de ironias sórdidas e agudas, que a crítica de Hasselmann se abateu sobre Reinaldo Azevedo, mas com firmeza, verdade, força e honestidade: o bastante para abalar no âmago qualquer sujeito de má-fé. Reinaldo se sentiu tão indignado, mas tão afrontado pela força de questionamentos sólidos e consistentes que, não obstante, usou da ironia fria, de acusações baratas, ofensas baixas e um tom repulsivo em seu vídeo de resposta para Joice Hasselmann.
Foi um chilique, um grito, um espernear sem propósito ou substância de fato. Foi o mesmo que chamar alguém de “feio” e “bobo”, depois que este mesmo alguém te deu um sermão sensato. Se não bastasse o desserviço que Azevedo vem fazendo ao país desde que o PMDB nos governa, agora ele usa do machismo, da arrogância e da baixeza para atacar uma crítica justa.
Isso não é Jornalismo. Jornalismo se faz com uma postura essencialmente séria, com o compromisso de não desrespeitar seus leitores, ouvintes e espectadores em geral. Jornalista sério não ofende a inteligência de quem o lê, sobretudo não faz escândalos, não produz um chilique vergonhoso e vexatório.
Não é, como disse, como uma querela histórica entre grandes Homens. Não é um Tesla vs. Edison, um Cícero republicano contra um Augusto monarquista… É a infeliz discussão entre uma pessoa que sabe do que está falando, como Joice Hasselmann, e o cada vez mais desconsiderado Reinaldo Azevedo – se quiserem um exemplo dentro da História, é como um sofista debatendo com Platão, ou, fora dela, é como se alguém como Miley Cyrus quisesse fazer polêmica, a respeito de entendimento e formas de cantar, com Frank Sinatra.


1 comentário
Minhas suspeitas de alguns dias atrás se confirmam cada vez mais. Reinaldo ou é arrogante e divo demais pra aceitar críticas e não querer ser o único sabichão, ou é tucano (ou tem outro dono, visto mudar radicalmente de posições sem nenhuma razão séria ou argumebto) ou virou DSEN (direita só em nome) dos piores tipos por algum motivo mesquinho.
Está pior e pior pelo menos desde a vergonha que passou defendendo a cassação do Bolsonaro na época da discussão com a Maria do Rosário.
Talvez queira ser do contra, talvez ofendido por não ser mais o único menos esquerdista (diria direita antigamente mas tá difícil agora) conhecido da população, e não ser adulado.
Cada dia mais arrogante, anyway