Em tempos de denúncia de Janot contra Temer, investida do PGR contra lei da terceirização, processos sendo retirados de Moro ou tesoureiros petistas sendo inocentados, há muito que falar sobre o Brasil. Como certamente voltarei ao assunto do cenário nacional, que é preocupante, deixo isso para depois. Por ora, quero chamar atenção para um absurdo. Na verdade, uma imperdoável ausência.
A CNN – aquela mesma que o presidente americano Donald Trump chamara “fake News” – publicou uma notícia dando conta de que estariam sendo investigadas ligações indevidas entre funcionários do Republicano e um fundo de financiamento russo. Trata-se de mais um capítulo da série de textos e abordagens midiáticas trazendo insinuações desse tipo de relação espúria.
A novidade é o que ocorreu a seguir. O autor do artigo, Thomas Frank, o membro da equipe de edição Eric Lichtblau, e o responsável do grupo investigador, Lex Haris, se demitiram da CNN. O motivo? A emissora retirou o texto do ar por, segundo ela, não cumprir os requisitos técnicos de confiabilidade para ser publicado.
A CNN havia acolhido uma matéria sem fundamento, uma “fake news”, em suma, dando significado ainda mais explícito às acusações que o mandatário americano lhe fizera, e que ainda são vistas por alguns mais afobados como investidas censoras. Trump, é claro, fez mais um de seus “tweets”, tripudiando: “pegaram de surpresa o falso meio CNN, mas o que acontecerá com NBC, CBS e ABC?”.
A notícia chegou ao nosso conhecimento acompanhada de um vídeo impactante, que você pode conferir abaixo: o grupo Project Veritas exibiu recentemente um documentário sobre a questão das “fake News”, chamado American Pravda. Em trecho traduzido oportunamente pelo brilhante canal Tradutores de Direita, um produtor da CNN, John Bonifield, diz claramente que a base das acusações sobre relações entre Trump e Rússia é pífia e que a CNN insiste na exploração do assunto apenas por interesse na audiência conquistada pelo escândalo junto ao seu público de esquerda. Diz claramente ainda que, se a questão fosse com Obama, haveria outro tratamento, pois seu público não gostaria (!). Então, as “terríveis evidências”, dignas de um “impeachment”, não seriam nada, já que o presidente seria o bom moço Democrata.
O vídeo é estarrecedor. Por si só, a notícia sobre os jornalistas seria relevante o suficiente para ganhar destaque no espaço internacional de noticiários brasileiros como os da Rede Globo, sempre prontos a alardear qualquer acontecimento ou suspeita que possa soar prejudicial ao mandato de Trump. No entanto, essa é a minha pergunta: cadê?
Jornal Nacional? G1? Nada. Um mísero nada. Nem uma medíocre notinha. Alguém está surpreso? O que leva o Jornalismo brasileiro a servir de propaganda para a esquerda americana? Por que são tão escancaradamente seletivos? Nem sequer se envergonham disso! Será que precisamos de uma versão brasileira do American Pravda? Sou a favor!


2 comentários
Estão preocupados com o rabo, caso muito semelhante cometeram aqui DESCARADAMENTE!
Concordo inteiramente com as observações quanto a CNN, realmente uma usina de mentiras.Estranho apenas a observação sobre os tempos brasileiros em que o tesoureiro do PT foi absolvido numa frase que embute uma crítica.Ora, os votos pela absolvição basearam-se no fato do conteúdo de delações não foram comprovadas e que elas ( delações) por sí só não constituem prova.Penso que o dedicado jornalista não conhece o teor da sentença. Reitero total acordo com a critica à midia brasileira que esconde qualquer fato favorável ao Presidente Trump.