Seria bom, antes de ler este texto, consultar o meu primeiro artigo para este site, intitulado Lula e suas cadelinhas, onde eu discorro um pouco acerca do quadro militante que apoia o PT no país. Mas a ironia é o alimento mais doce que existe no mundo! O mais doce! Dentre os mais ferrenhos defensores de Lula, a “classe acadêmica” – sobre a qual eu também desenvolvi um artigo bem recente – é uma das mais fiéis, irredutíveis e comprometidas barreiras contra qualquer crítica pesada ao ex-presidente. E, vejam só, a mesma classe que tem em sua composição uma gama alta de funcionários públicos. Sem mais delongas, eis as palavras do próprio Lula sobre seus cães mais leais:
“A profissão mais honesta é a do político. Porque todo ano, por mais ladrão que ele seja, ele tem de ir pra rua encarar o povo e pedir voto. O concursado não. Se forma na universidade, faz o concurso e tá com o emprego garantido pro resto da vida” – Luiz Inácio Lula da Silva (grifo meu). É de chorar de rir! O mais impressionante é que, como universitário, não vi nenhuma manifestação de indignação por parte dos professores concursados das universidades. Nenhuma nota, nenhuma passeata… sequer uma publicação de Facebook exigindo respeito!
Lula pode ser o que for… mas, venhamos e convenhamos, o sujeito sabe adestrar e amordaçar massas como ninguém! Os sujeitos que se consideram a elite intelectual da nação, os mais esclarecidos! Não fizeram nada ao serem postos em um nível mais baixo do que um corrupto qualquer!
Vamos por partes, caso alguns desses funcionários públicos de universidade (ou seguidores desses funcionários, no cabresto dos diretórios estudantis) por ventura estejam lendo o que eu escrevo: você, caro professor concursado, para Lula, é pior do que o sujeito que desvia verba da merenda escolar das escolas públicas; você, caro professor concursado, é pior que o político corrupto que tem interação direta com o povão, pois ao menos o político possui ligações com o povo, com os pobres e carentes. E você? Você fica entrincheirado no ambiente acadêmico, faz mestrado, doutorado, vai até para a Europa para pesquisas, sabe três ou quatro idiomas…, mas é pior que o sujeito que desvia a verba da merenda.
Entendeu?
Para elucidar mais ainda:
Afirmação I – “A profissão mais honesta é a do político”.
Afirmação II – “Porque todo ano, por mais ladrão que ele seja, ele tem de ir pra rua encarar o povo e pedir voto”.
Afirmação III – “O concursado não”.
Afirmação IV – “Se forma na universidade, faz o concurso e tá com o emprego garantido pro resto da vida”.
Entendeu a estrutura da coisa? O tamanho do problema? Mas não… os professores universitários vão fingir que não apanharam; que nada do que o líder máximo do povo falou foi algum problema… foi só um engano… claro.
Para aquele que estuda com professores desse tipo, que acreditam no conto do golpe, que falam “Não podem prender o Lula, ele é o ser mais honesto do mundo”, recomendo o mais profundo e sincero desrespeito para com seus docentes. Eles não têm nada concreto em suas integridades morais e intelectuais que possa ser devidamente considerado, não depois de se calarem como cães quando o dono engrossa a voz. Para aquele que é um desses seres amordaçados, só posso dizer uma coisa:
Vá para casa, olhe-se no espelho, e se pergunte: é isso mesmo que eu sou? É esse mesmo o caminho que eu decidi traçar? Estas são as pessoas que preciso defender?
Dependendo da resposta, a autocrítica fará o resto do bom trabalho, ou… recomendo intensamente largar o emprego e procurar um manicômio, pois aí Lula terá razão, e você vale menos que um ladrão na política.


1 comentário
Você tem razão,mais infelizmente o povo se deixa enganar um personagem como este não devia ganhar uma eleição nem pra síndico de prédio porque ele não está a altura de um síndico que é uma produção descente.