A universidade contemporânea é um verdadeiro laboratório. No Ocidente, principalmente, ela é a verdadeira matriz das mudanças na mentalidade coletiva; não há como negar que, no passado recente, gerações foram moldadas pelas faculdades e, aliás, por uma junção interessante: a do universitário e a do jornalista. Sem tal junção, a influência universitária nas mentes, no geral, seria pequena, apenas obtendo alguma efetividade em áreas específicas da sociedade e com hiatos longos para atingir, vigorosamente, a população geral ou total.
É curioso notar que o avanço dos meios de comunicação acompanhou com perfeição o andar da importância que a universidade atingiu. Era, no fundo, um movimento praticamente irrefreável. Nas universidades é que se encontravam os meios mais ou menos comportados, seguros e cabíveis de conhecimento e ciência. Conhecimento sempre foi poder, em qualquer época que seja, então a consulta de membros do corpo universitário para assuntos de ordem pública, ou novidades que poderiam entreter os consumidores de telejornais, jornais, rádios, revistas…
Se a ordem pública é afetada pela informação e conhecimentos transmitidos pelos sujeitos que compõem as universidades, a política será, cada vez mais, afetada pelo meio acadêmico. Qualquer coisa que atrapalhasse a circulação do meio universitário para a grande mídia acabaria, irremediavelmente, levando a importância universitária para níveis parecidos com os de antes da criação da mídia – que era extremamente menor do que é nos dias de hoje, mesmo que houvesse uma pequena influência na sociedade e na política.
Com o passar das décadas e da industrialização maciça da mídia, a academia teve seu assento consolidado. As autoridades de cada matéria já conseguiam opinar sobre assuntos por conta própria, podendo ser membros de conselhos e tendo uma participação até fora da mídia, mas possuindo muita influência em planos de governo, investimentos e etc. Ainda assim, a mídia é um grande suporte para a classe universitária. Sem ela, as ideias vindas da universidade demoram a escoar, espalhar, etc.
Qual seria o problema dessa mecânica de mídia x universidade? A priori, nenhum. O envolvimento natural do mundo acadêmico e do midiático ajudou a formar e solidificar entendimentos valiosos para a humanidade, como conhecimentos sobre a medicina, o cuidar de animais, plantas, prevenções das mais gerais, o dar espaço e nomes para autores importantes de História, Filosofia, Psicologia e afins; contudo, infelizmente, não para por aí.
No caso brasileiro, a universidade não começou a decair lenta e gradualmente ao discurso esquerdista e, mais tarde, progressista. Foi um crescimento explosivo, quase, que levou gerações inteiras de universitários a se tornarem militantes à esquerda e criarem a maior parte da literatura universitária brasileira. Ir para a faculdade, de repente, se tornou quase que sinônimo de ser de esquerda ou tender à esquerda.
Quem causou tal explosão não foi nenhum ideólogo esquerdista, um herói das academias e da intelectualidade da esquerda, um Gramsci ou um Marcuse brasileiro, não. Foi obra de um homem anticomunista, o general Golbery do Couto e Silva, durante o Regime Militar, com o intuito, não de fazer o esquerdismo crescer na sociedade, mas de controla-lo, de torna-lo dócil, civilizado e retirar a periculosidade revolucionária dele – acredito que ninguém, na História do país, teve uma ideia tão infeliz e estúpida quanto a de Couto e Silva.
Some uma explosão esquerdista a um governo autoritário e ilegítimo, que foi o Regime Militar – principalmente após Castelo Branco –, à mecânica, já tradicional, do prestígio universitário na mídia, e teremos o nascimento da atual esquerda universitária brasileira, o nascedouro do grosso dos movimentos ativistas na política e na sociedade do Brasil.
A válvula de escape da panela de Couto e Silva acabou não apenas queimando a imagem do regime militar para além do aceitável, mas também queimou, com seu vapor, toda a mídia e a sociedade. Com algumas décadas, propostas à esquerda começaram a imperar fora dos meios acadêmicos e a infestar os interlocutores e formadores de opinião. A cultura, no fim, foi a mais prejudicada no processo. Se hoje temos programas e ideias esquerdistas que têm o maior espaço midiático possível, assim como, por décadas, existiu quase que um silêncio absoluto de direitistas nos espaços jornalísticos e programas culturais na imprensa, é porque, durante o regime militar, as gerações de intelectuais esquerdistas nasceram – os “filhos da ditadura”, no fim, são aqueles que odeiam a própria mãe.






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