Créditos: Diário do Estado
Foi excelente a terça-feira, 25 de outubro de 2016. Foi um dia de derrotas duras para os golpistas.
Sim, você leu direito.
Foram derrotados os golpistas do PT, que durante mais de uma década tramaram contra a normalidade democrática, investiram contra a Constituição, sustentaram enfaticamente o controle da mídia, alimentaram grupelhos belicosos sob a alcunha de “movimentos sociais” para pressionar a sociedade e as instituições, instalaram a corrupção sistêmica como método de governança e se aliaram à gritaria e às demandas de todo tipo de autoritarismo na América Latina, na África ou no Oriente Médio. Desmascarados, com as vísceras do Mensalão e do Petrolão expostas aos olhos de todos, com a imperiosa subtração do poder da ex-presidente Dilma Rousseff, puseram-se a grasnar contra toda a gigantesca união de população, movimentos, instituições, políticos e partidos que trabalharam pelo seu impeachment totalmente constitucional, alardeando que o cumprimento da lei e o resgate mínimo da decência seriam “golpe”. Eles, que jamais foram qualquer exemplo de espírito democrático.
Pois bem; vencidos no impeachment, devolvidos à sua antiga vaga cativa na oposição barulhenta e irresponsavelmente esquerdista – não mais, longe disso, na posição confortável de não terem atingido o comando do país, desprovidos da possibilidade de posarem como santidades impolutas -, eles agora tentam inviabilizar as reformas fundamentais a serem operadas pelo governo de Michel Temer. O peemedebista, navegando na fluidez ideológica típica de sua legenda, já se mostrou vulnerável a pressões da esquerda organizada algumas vezes, voltando atrás em decisões contempladas pela vontade popular, estremecendo perante contestações às posturas que deveria sustentar com firmeza, e lidando com saias justas após malfeitos ou declarações afobadas de seus ministros. Por outro lado, hoje obteve um sucesso na Câmara que, confirmado pelo Senado, representará uma pancada nos estridentes gastadores que se recusam a reconhecer limites às despesas criminosas, como se recusaram nos anos anteriores em que tinham a máquina quase totalmente sob suas rédeas. A PEC 241, que estabelece por 20 anos, com possibilidade de revisão, um teto aos gastos públicos gerais calculado com base na inflação, não é a solução absoluta de todos os nossos problemas, mas é um passo sério e que demonstra o mínimo de responsabilidade que há muito não víamos. Contra o destempero dos INVASORES de colégios – no que é carinhosamente apelidado de “ocupação” -, contra a algazarra dos manifestantes nas galerias, contra a turma bolivariana do PT, PCdoB e cia., a PEC foi aprovada em segundo turno com 359 votos a 116. Houve uma redução (a aprovação em primeiro turno se deu com 366 votos a favor), mas felizmente sem comprometer o resultado e, com isso, comprometer o Brasil.
Por falar em bolivarianos, foi dia de derrota para os golpistas herdeiros do chavismo na Venezuela, que condenaram seu povo à miséria e à carência mais palpável de bens à disposição nas prateleiras dos mercados. A Assembleia Nacional venezuelana aprovou a abertura de um julgamento do presidente Nicolás Maduro, acusado de impedir inconstitucionalmente – isto é, dando um golpe – o referendo revogatório que poderia destituí-lo do cargo. O tirano, controlando o Executivo e a Suprema Corte, além de reprimindo à força manifestações contra ele, não reconhece a legalidade da própria Assembleia – afinal, para essa gente, que conta com o apoio de muitos esquerdistas debiloides tupiniquins, a lei são eles.
Analistas apontam que os parlamentares – assim como nós, taxados de “golpistas” pelos golpistas bolivarianos – não terão força para se impor a Maduro. De qualquer modo, ainda que a agonia dos nossos vizinhos venha a continuar por mais tempo, a derrota é real, posto que é moral. O presidente argentino, Macri, comentou que a Venezuela, a partir disso, não deve reunir condições para permanecer no Mercosul. O mundo já sabe que a democracia venezuelana está na lona faz tempo, e que o bufão Maduro não pode permanecer no comando.
Os golpistas verdadeiros, eles sim, os cultistas do atraso, idólatras da truculência, amantes da balbúrdia, agentes da degradação, lamentaram, com sua verborragia piegas, os “tempos tenebrosos” que se aproximam. Para eles. Para nós, assim desejamos, que venha a esperança.

