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    Reflexões

    A Necessidade de Resgatar os Direitos Humanos

    Escrito por C. A. Tellez

    Humanos

    Duas posturas extremas povoam as discussões em torno do tema dos direitos humanos. De um lado, temos os defensores dos “direitos dos manos”: por mais que tentem apresentar uma postura equitativamente humanista, no fundo acreditam que vítimas merecem sofrer nas mãos dos bandidos, que consideram como justiceiros sociais contra um sistema econômico desigual e opressor. Na outra ponta, temos os indivíduos que se descrevem pela frase “direitos humanos para humanos direitos”: mais do que refletir um posicionamento ou corrente de pensamento bem fundamentada em torno do tema dos direitos humanos, estes últimos abraçam uma atitude puramente reativa contra a turma dos “direitos dos manos”. Essa atitude contribui, por sinal, para reforçar a imagem autoritária e truculenta de pessoas que se identificam com a direita (em um sentido bastante amplo).

    Sim, vítima é vítima e criminoso é criminoso. Só que o bordão “bandido bom é bandido morto” nos coloca imediatamente diante da necessidade de conceitualizar de maneira precisa e inequívoca o que é ser bandido. Esclareço desde já que não se trata, aqui, de relativizar a esmo, mas sim de atentar para o abismo que existe entre o rigor filosófico levado às últimas consequências e os aspectos práticos da vida. Se partimos de uma concepção de bandido como aquele que pratica ações contrárias à lei, à ordem e à estabilidade do tecido social, não temos como excluir dessa definição os revolucionários que se insurgiram contra os regimes absolutistas. Mesmo a Revolução Gloriosa, considerada um exemplo de mudança política não violenta, teve desdobramentos que envolveram atrocidades (principalmente na Irlanda e Escócia).

    Ao mesmo tempo, não seria honesto basear-se em dinâmicas políticas históricas para afirmar que, se todos são bandidos, então ninguém é bandido. Há uma diferença bastante visível entre os protagonistas das revoluções liberais e criminosos como o Che Guevara, por exemplo. Assim, não se trata só de lutar pela liberdade (afinal de contas, o próprio Che Guevara, bem ou mal, abraçava uma certa concepção de liberdade). Trata-se também dos resultados dessa luta para a afirmação tanto da importância central do elemento humano na história quanto do que há de mais fundamental para garantir a proteção e preservação desse elemento humano. A partir daqui, já se pode estabelecer o que diferencia os movimentos liberais (mesmo quando envolveram atos de violência) das tentativas de imposição de regimes coletivistas pela via das armas. Os movimentos liberais buscavam a afirmação de uma política do consenso que requer a proteção do ser humano enquanto aquilo que é, aquilo que tem e aquilo que pode vir a ser. Já os movimentos antagônicos ao Liberalismo alimentam uma política do dissenso com o propósito de obter a anulação e dissolução do humano, passo necessário para a consecução de seu projeto de poder.

    Tais reflexões nos colocam diante da necessidade de resgatar a paternidade liberal dos direitos humanos e sua importância na ordem institucional moderna. Na modernidade, os direitos humanos começam no século XVI com Francisco de Vitoria e a Escola de Salamanca, ganham envergadura com o pensamento moral escocês e continuam a se desenvolver, nos séculos XX e XXI, sob a força do pensamento de autores como Mary Ann Glendon, por exemplo. Ainda no século XX, a institucionalização dos direitos humanos afirma a concepção que talvez seja a mais central de toda a tradição liberal: o ser humano como fim em si mesmo e, ao mesmo tempo, como participante ativo de uma política do reconhecimento, necessária para a concretização da política do consenso.

    Em nome da promoção da justiça social e da inclusão, correntes associadas ao coletivismo sequestraram os direitos humanos e deturparam sua imagem, transformando-os em bandeira de militância. Isso suscita reações de indignação que se expressam de maneira extremada e inconsciente. Aqui, há dois excessos que chamam a atenção. O primeiro se revela na ideia de que bandido bom é bandido morto. Cansadas e frustradas diante do aumento da criminalidade e da relativização moral indecente promovida por professores, intelectuais e outros formadores de opinião, muitas pessoas cultivam a ideia de que tudo é válido desde que se destine à preservação da segurança na sociedade. É importante entender a diferença entre a necessidade de estabelecer incentivos negativos para quem comete crimes, na forma de penas rigorosas e, ao mesmo tempo, proporcionais aos danos causados, e ataques desnecessários à dignidade humana. Ultrapassar essa fronteira nos remove da civilização e nos lança de volta à barbárie.

    O segundo excesso aparece no individualismo radical que despe o humano da sua socialidade e politicalidade naturais, limitando-o à condição de agente econômico ensimesmado na ideia de propriedade. Ora, é inegável que a propriedade, enquanto instituição fundamental moderna, desempenha um papel crucial na preservação da estabilidade das comunidades humanas. Entretanto, por si só, a propriedade não é suficiente para fundamentar toda a arquitetura normativa da sociedade – pelo menos não sem o risco de destruir o humano e, em seu lugar, colocar apenas o indivíduo. Reduzir os direitos humanos a meros direitos dos indivíduos também é um tipo de desumanização.

    Somos herdeiros de uma tradição moral na qual o respeito ao indivíduo se desenvolveu como parte de algo muito maior: a necessidade de proteger o humano. Atualmente, a desumanização coletivista ataca a concepção do humano literalmente desde a concepção, com o abortismo ideológico, e se fortalece na relativização de valores necessária para dicotomizar a sociedade em “opressores e oprimidos” (com a bandidagem no lado dos oprimidos, é claro). Não se responde a isso negando a importância dos direitos humanos ou transformando seres humanos em meros vértices individuais de toda uma rede de relações econômicas. A única resposta possível é resgatar o papel dos direitos humanos no marco da tradição da liberdade, com toda a sua riqueza e complexidade.

     

     

    A Necessidade de Resgatar os Direitos Humanos was last modified: março 5th, 2018 by C. A. Tellez
    março 5, 2018 0 comentários
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Sobre o Autor

Lucas Berlanza

Lucas Berlanza Corrêa é jornalista formado pela UFRJ, gestor de mídias sociais, assessor de imprensa, carioca, insulano e tricolor (no futebol e no samba). Escreveu por breve tempo sobre as escolas de samba do Rio para uma revista de entretenimento, e depois se voltou para a política em seu trabalho pelo Instituto Liberal. Neste último campo, gosta de dizer – e cada um que julgue com que propriedade – que se inspira no velho Whiggismo burkeano, devidamente pintado, porém, com as cores e a realidade do Brasil. É um “lacerdista tardio” e, como tal, não pretende, nem pode, desistir do Brasil. Saiba mais

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