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    A justiça progressista

    Escrito por Hiago Rebello

    Imagine o seguinte: alguém que você conhece, um colega do trabalho, da faculdade, um vizinho, um parente ou até um amigo, começa a discutir contigo sobre algum tema qualquer. Pode ser sobre política, religião, futebol, a novela de ontem, um filme, uma série, uma mulher extraordinariamente bonita, o que seja. Imagine, agora, que essa discussão termine em briga: daquelas que os sentimentos, de tão aflorados, extrapolam e você e essa pessoa conhecida começam a se xingar de maneira extrema.

    O seu amigo é que começa te ofendendo de forma injuriosa, caluniosa, te difamando e até mesmo mentindo sobre sua pessoa, amigos e família, fora suas outras relações e seu passado. E por conta de todas as ofensas, calúnias e difamações, você também o xinga da forma mais abjeta possível. Apontar uma característica física, no meio de uma briga verbal, não é algo raro, e assim você faz.

    Normalmente, se em uma discussão as duas partes se agridem verbalmente, existem recursos na justiça que podem impedir que um processo seja ganho por uma, ou ambas, as partes, o que faz todo o sentido. Se você é ofendido e, com direito, ofende de volta, apenas está respondendo, na altura adequada, o seu detrator com outra ofensa – ao menos, é claro… que você vá ferir algum grupinho querido.

    Digamos que esta pessoa que começou a te xingar seja um negro, ou melhor ainda, uma negra. Com isso ela possui dois pontos de bônus contra qualquer coisa que venha de um sujeito branco: possui a pele negra e é mulher. Adicione uma sexualidade distinta, como ser bissexual ou lésbica, e os pontos apenas sobem.

    Mas que “pontos” seriam esses? É muito simples: se essa negra (digamos) lésbica te xinga de “branco babaca”, “senhor da Casa grande”, “burguês safado”, “hétero tarado” (estou escolhendo xingamentos bem brandos, para não poluir o site, pois a realidade dos palavrões, como todos sabem por experiência empírica, é bem mais baixa), você não poderá devolver os xingamentos na mesma altura. Acaso use a cor, a sexualidade ou o sexo dessa mulher em questão, mesmo que ela te xingue e acuse das maiores perversidades, o errado será você.

    Ao ser branco, hétero e, talvez, ter um dinheirinho a mais, anula completamente sua possibilidade de ofender o outro da mesma forma por que você foi ofendido. Isso mesmo: sua conta bancária, sua cor e sua sexualidade irão contar negativamente, na justiça, caso você queira revidar um xingamento.

    É como se, por magia, sua cor de pele anulasse um direito óbvio e necessário. Se você for xingado por um negro, uma negra, e estes usarem a sua cor para te ofender, só poderá reagir segundo uma cartilha imposta. A cor do seu agressor assegura o direito deste de te ferir de um modo por que você não poderá feri-lo. Mas que “justiça” é essa? É a justiça da moçada do bem, dos que lutam e buscam o progresso social.

    Os salvadores da sociedade, os que querem o amanhã melhor, estes é que irão reescrever a justiça. Para tais sujeitos, sapientíssimos em suas causas e virtuosíssimos em suas lutas, o racismo contra brancos não existe, por exemplo. O que existe é um tal de “racismo estrutural” que, por alguma força sociocósmica da natureza (a palavra “sócio”, ou “social”, é cabalística), é uma barreira conceitual impenetrável contra a possibilidade de existência de um racismo voltado contra pessoas brancas. Não importa se alguém for agredido por ser branco, não importa se tal acontecimento for público e notório, registrado e exposto, as forças cósmicas da sociedade não irão deixar a opressão cair no grupo que, supostamente, é o opressor. Caso contrário… as lutas sociais que os salvadores do amanhã fazem em prol dos negros, claro, cairiam por terra.

    O mesmo vale para o homossexualismo, bissexualismo, etc., assim como para com o sexo feminino. Homens sendo oprimidos por mulheres – e apenas por serem homens? Impossível! O universo não deixa, embora seja curioso que, estes mesmos sujeitos que acreditam nessa impossibilidade absoluta sejam os mesmos que apontam para um natural e imutável dinamismo em toda e qualquer sociedade humana, uma mutabilidade intrínseca em todo coletivo que possa existir ou que já tenha existido na História.

    Enfim… cuidado: você será o racista, o fascista, o nazista, o Hitler reencarnado, ou até mesmo ressuscitado, caso use de uma injúria racial para com quem usou, antes, contra sua pessoa. Claro, assim você será se for um branco. Caso seja homem, hétero, as coisas não irão mesmo ao seu favor.

    A “justiça” dos progressistas é assim.

    A justiça progressista was last modified: setembro 20th, 2017 by Hiago Rebello
    setembro 20, 2017 0 comentários
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Sobre o Autor

Lucas Berlanza

Lucas Berlanza Corrêa é jornalista formado pela UFRJ, gestor de mídias sociais, assessor de imprensa, carioca, insulano e tricolor (no futebol e no samba). Escreveu por breve tempo sobre as escolas de samba do Rio para uma revista de entretenimento, e depois se voltou para a política em seu trabalho pelo Instituto Liberal. Neste último campo, gosta de dizer – e cada um que julgue com que propriedade – que se inspira no velho Whiggismo burkeano, devidamente pintado, porém, com as cores e a realidade do Brasil. É um “lacerdista tardio” e, como tal, não pretende, nem pode, desistir do Brasil. Saiba mais

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