Dias atrás, comentamos que o assassinato do estudante Diego Vieira Machado, na UFRJ, havia provocado os fascistas da universidade – os verdadeiros fascistas, entre professores e estudantes de DCE, que começaram a perseguir páginas e grupos jovens com ideias liberais ou conservadoras e responsabilizá-los pela tragédia. Com sua avalanche de respostas prontas, esses protótipos de tiranos, que vivem de sequestrar o ambiente de ensino para suas pregações autoritárias, tinham certeza de que os jovens com pensamentos divergentes eram culpados pela morte. A solução, repercutida então pelo jornal O Dia? Censurá-los, excluir seus grupos. Implantar o Quarto Reich nos corredores da faculdade.
Uma nova matéria “jornalística” nos obriga a voltar ao assunto. A perseguição não cessou. Deparei-me hoje com reportagem do O Globo intitulada Após morte de estudantes, UFRJ tenta remover perfis homofóbicos na Internet. Haveria alguma indicação na matéria do por que tais perfis podem ser chamados com segurança de “homofóbicos”? Vejamos.
A matéria fala sobre um ato em homenagem ao estudante morto e mostra o reitor Roberto Leher se comprometendo a combater todo tipo de discriminação. A ideia central, porém, está no primeiro parágrafo, que já começa dizendo que a universidade “promete fechar o cerco aos grupos conservadores formados por integrantes da instituição que disseminam ódio na Internet. A Reitoria da UFRJ está em contato com o Facebook para que esses perfis sejam removidos. Mas, por enquanto, o trabalho tem sido de enxugar gelo. Uma das páginas, o UFRJ Livre, foi retirado do ar. No dia seguinte, no entanto, foi criada uma nova versão, o UFRJ da Opressão, que permanece publicando ataques homofóbicos. O grupo, que estampa a imagem do deputado Jair Bolsonaro em sua capa, chegou a ironizar a suspeita de que a morte do estudante Diego Vieira Machado, de 29 anos, tenha motivação homofóbica”.
Digo com franqueza: por mais que tente, não consigo encontrar um adjetivo mais adequado para esse parágrafo do que CRIMINOSO. Chego a flertar com a vergonha por ter formação em Jornalismo no mesmo país em que um grande jornal publica um disparate desse nível – só atenuada pela certeza de que a baixaria tem dominado a imprensa também mundo afora. Será que a pessoa que escreveu essa matéria consegue dormir tranquilamente à noite? É algo que simplesmente não consigo entender.
A mentira salta aos olhos a cada linha. Em primeiro lugar, o texto se refere, de forma vaga e abstrata, às “páginas que disseminam o ódio na Internet”, acreditando piamente no que se subentende que seja o julgamento da reitoria. Apesar de não sustentar o dogma imbecil da neutralidade absoluta do Jornalismo, que simplesmente não existe, entendo que, por exemplo, à diferença deste espaço, não se trata ali de uma coluna opinativa ou de um blog, mas de uma reportagem jornalística tradicional. O mínimo que se esperaria seria ouvir as vozes dos envolvidos, dos acusados, dos atacados. Onde estão as provas? Onde estão as pessoas chamadas de homofóbicas, e onde estão as publicações supostamente ofensivas e odiosas que teriam feito?
“Elas provavelmente fugiram, não quiseram se manifestar”. É MENTIRA. Um dos grupos citados, o UFRJ Livre, se manifestou várias vezes. Mais: existem divergências ideológicas dentro deles. O UFRJ Livre prefere evitar a associação com o conservadorismo político, sendo um grupo mais francamente aberto ao pensamento liberal clássico e libertário estrito. Falar em “grupos conservadores”, de forma geral, é uma distorção primária; não que, se fossem de fato todos “grupos conservadores”, isso significasse que não teriam o direito de existir e se expor. Esta página é lacerdista; provavelmente seu autor seria, hoje, visto como parte da “extrema direita” da UFRJ, estivesse ainda estudando na universidade.
É tão claramente mentira que o UFRJ Livre deixou de se expor que, para provar isso, trazemos à tona a manifestação de uma das integrantes do grupo, a estudante de Letras Jessie Pinheiro. Com firmeza e coragem, ela ressalta que o UFRJ Livre já entrou em contato com o jornal em questão mais de uma vez. “Apresentamos o nosso ponto de vista / versão da história e, mesmo assim, curiosamente, estamos sendo ignorados. Provavelmente, a história está rendendo e vendendo bastante, né? ”. Constatando a triste verdade, sem lugar digno no ambiente acadêmico de um país democrático, de que “estão utilizando a morte do jovem Diego para levantar bandeiras e perseguir adversários políticos”, Jessie ressalta um fato ainda pior: o de que a MÍDIA “está contribuindo para a promoção da caça aos liberais, libertários e conservadores (ou melhor, caça às bruxas)”. Finaliza ela: “Qualquer um que tenha lido ao menos duas linhas de liberalismo ou libertarianismo sabe que nós respeitamos as liberdades individuais. Ou seja, nosso grupo não tem ABSOLUTAMENTE NADA de homofóbico, racista ou fascista. Nosso grupo repudia todo e qualquer ato de violência/agressão, ódio, intolerância e etc., contra QUALQUER indivíduo”.
Elementar, Jessie. No entanto, tal corja mau-caráter não está mesmo minimamente preocupada com a verdade, e com as pessoas a quem está insensivelmente caluniando. Diz a reportagem que a página UFRJ da Opressão é “uma nova versão” da UFRJ Livre, que foi retirada do ar. Um mínimo pingo de honestidade, decência e paciência dos jornalistas provaria que isso simplesmente NÃO PROCEDE. A “nova versão” da UFRJ Livre mantém o mesmo nome da anterior, acrescido de 2.0 – e esperemos que desta vez não seja indignamente derrubada, porque tudo o que se lê por lá é a tentativa justa e ignorada pela imprensa de se defender.
A UFRJ da Opressão é outra página, comandada por outras pessoas, e foi criada muito antes dos atuais incidentes. Este print prova que uma de suas imagens de exibição foi publicada em 21 de novembro do ano passado.

Jornalistas do O Globo e reitoria da UFRJ estão junto aos professores e estudantes fascistas para manter a universidade mergulhada na tirania e no pensamento único e para constranger toda e qualquer divergência. Essa postura abominável e imoral precisa ser vivamente repudiada e denunciada. As medidas cabíveis precisam ser tomadas. Se quisermos viver de fato em uma sociedade livre e avançada, não podemos recuar da batalha necessária. Esses senhores irresponsáveis precisam ser chamados a explicarem suas reprováveis condutas. E é para ontem!

