Não é de hoje que os policiais no Brasil não têm garantida a sua segurança jurídica. A falta de amparo jurídico aos operadores de segurança pública causa uma situação um tanto quanto problemática: caso o policial atire em legítima defesa de si ou de outrem pode ser preso e sofrer pressão das ONG’s de Direitos Humanos como VivaRio, Sou da Paz, Instituto Igarapé e DDH (Defesa dos Direitos Humanos).
Se forem alvejados por bandidos e consequentemente sofrerem amputações ou até serem mortos, os mesmos que pressionam pela prisão de policiais e defendem os marginais silenciam-se, além da falta de amparo das esferas governamentais à família do operador de segurança.
A esquerda pós-moderna, baseada nos autores socioconstrutivistas franceses e frankfurtianos, diferente da esquerda marxista-leninista, enxerga nos bandidos uma força revolucionária que pode causar instabilidade social e política na sociedade, utilizando a máxima de Jean-Jacques Rousseau de que “o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”, fazendo, assim, com que estes atores que fomentam o furor apresentem-se como os verdadeiros salvadores da pátria, cheguem ao poder e possam legar um verdadeiro caminho da servidão à população.
Os policiais, por outro lado, são aqueles que partem para o confronto contra os delitos cometidos por bandidos e sofrem, dessa forma, todo tipo de demonização, enquanto aqueles que atentam contra a segurança e a ordem pública têm as bênçãos de parcela considerável da mídia tradicional, de artistas e de políticos progressistas, usando a aura clássica das “vítimas da sociedade”.
Não bastasse os ataques sistemáticos contra a integridade e a segurança jurídica dos policiais, a “esquerda Praça São Salvador” tenta a todo custo desmilitarizar a Polícia Militar com o simples desejo de permitir a sindicalização, desejando tornar a corporação mero instrumento político-partidário, algo semelhante que acontece em sindicatos de professores país afora.
Nossos policiais devem ter garantido todo o amparo técnico, jurídico e instrumental necessário para poder desempenhar de maneira exitosa os seus serviços. A segurança pública não pode ficar refém de ONG’s que só fazem defender criminosos, dos equipamentos de baixa qualidade e procedência duvidosa e de uma mídia tradicional cada vez mais inclinada à esquerda, seguindo a máxima da visão de jornalismo do socialista chileno Salvador Allende, que dizia que o papel principal do jornalista é servir à revolução.
Frèdèric Bastiat, economista francês e autor do livro A Lei, dizia em suas obras que a segurança era primordial para a garantia das relações econômicas e pessoais. E se os agentes de segurança sentem-se acuados por todo o cenário que os cerca, aqueles que não cumprem as leis e ameaçam a manutenção da ordem pública sentem-se cada vez mais confiantes para cometerem seus crimes atacando sobretudo os direitos naturais essenciais (vida, liberdade e propriedade), garantidos e consolidados na cultura e nos organismos jurídicos existentes.
Para que nossos agentes de segurança sintam-se seguros para que cumpram seu papel sem coação socialista, eu escolho defender o policial.
Dedico esse artigo ao Cabo da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) Victor Corrêa do Couto, ferido em combate para defender a sociedade contra aqueles que ameaçam as leis e atentam contra os Direitos Naturais.
