O que ocorreu no último domingo foi um sinal claro e cristalino para todo o futuro político do Brasil: o povo tem o poder. A cleptocracia, no fim, não venceu a democracia, o Estado de Direito e as Instituições que garantem a soberania do Demos no Kratos.
Sem tantas manifestações, sem o “pessoal do Facebook” (como a esquerda gostava de denegrir o verdadeiro nascedouro dos grupos anti-governo), sem a transmissão de tantos conhecimentos, tantas novas interpretações que foram cruciais no desdobrar histórico da política brasileira, mas também da América Latina, isso não teria sido possível. O Brasil, não podemos nos esquecer, é a verdadeira Casa da Moeda das esquerdas latino-americanas – para aqueles que ainda acham que isso é teoria da conspiração, basta dizer que o dinheiro vem daqui para lugares pouco desconfiáveis, como a Venezuela e Cuba (com sistemas de governos completamente seguros, óbvio!), financiando Deus sabe o quê em países que não conseguem ficar com a economia positiva nem mesmo com a reza de São Marx.
Ironias à parte, mostramos que o Brasil não será mais governado pela corja que quase sempre esteve com as mãos nas rédeas do Estado. A queda do PT é um recado sério para o restante dos partidos e dos políticos: ninguém está a salvo do povo, da Verdade. Nem mesmo o PT, que chegou a comprar o legislativo, ter 80% do Congresso nas mãos e o segundo presidente mais popular das Américas (atrás de Ronald Reagan), Lula, se safou da Justiça.
Mas mesmo assim, mesmo com a destruição política do PT, somando-se com as CPIs que terão da CUT e da UNE (e uma provável CPI do MEC), que irão dilacerar as estruturas das esquerdas universitárias, não podemos parar de bater! Parar agora, esfriar os ânimos após a queda de Dilma, será dar espaço para o inimigo agir, se adaptar e entranhar-se, mais uma vez, no cenário. A esquerda não esta derrotada, apenas sofreu uma pancada, e uma boa pancada, mas ainda detém a maioria na política, nas universidades, nas escolas…
Não se esqueçam de que a debandada de políticos do PT ocorreu já no ano passado, isto é, houve uma migração da esquerda para outros partidos. A esquerda até apanhou, mas não diminuiu no quadro político (ela até cresce!). Vide a REDE, Marina Silva, o crescimento do PSOL, etc. Eles são, também, da mesma laia do PT – defenderam o PT. Se na política não houver uma denúncia das agendas socialistas, uma chacota das propostas esquerdistas, não haverá vitória alguma. Apenas trocaremos seis… Por meia dúzia.
No meio cultural a ação não pode ser menos praticada. Não podemos nos esquecer de que a direita é minoria nas universidades, que os professores fazem propaganda clara e descarada contra ou a favor desse ou daquele partido, que possuem, na mente, a ideia de que o Grande Capital conspira para o empobrecimento do trabalhador, que a burguesia controla tudo… As mesmas ladainhas de sempre. A direita até pode ler mais, ter mais best-sellers de três anos para cá, contudo, a maioria dos alunos não são conservadores e liberais, não leem Chesterton ou José Guilherme Merquior e ainda acham que o PSDB é de direita…
Sem ações claras efetivas que denunciem para a população em geral o verdadeiro nojo que é a esquerda progressista nas universidades, não haverá cenário vitorioso para o Brasil. Com a saída de Dilma estaremos, apenas, atrasando o inevitável, sendo só uma pedrinha no progresso teleológico das esquerdas.
Olavo de Carvalho enfatiza bem o que deve ser feito. Ele assim falava, há anos, mostrando como se debatia com as esquerdas: “Você não pode derrotar o revolucionário mediante simples “argumentos”. A eles é preciso acrescentar o desmascaramento psicológico integral de uma tática que não visa a vencer debates, mas a usar como um instrumento de poder até mesmo a própria inferioridade de argumentos. Em cada situação de debate é preciso transcender a esfera do confronto lógico e pôr à mostra o esquema de ação em que o revolucionário insere a troca de argumentos e qual o proveito psicológico e político que pretende tirar dela para muito além do seu resultado aparente.
Mas isso quer dizer que o único debate eficiente com esquerdistas é aquele que não consente em ficar preso nas regras formais num confronto de argumentos, mas se aprofunda num desmascaramento psicológico completo e impiedoso. Provar que um esquerdista está errado não significa nada. Você tem é de mostrar como ele é mau, perverso, falso, deliberado e maquiavélico por trás de suas aparências de debatedor sincero, polido e civilizado. Faça isso e você fará essa gente chorar de desespero, porque no fundo ela se conhece e sabe que não presta. Não lhe dê o consolo de uma camuflagem civilizada tecida com a pele do adversário ingênuo”[1].
Assim que se combate a esquerda: denunciando suas incoerências, intolerâncias, irracionalidades e canalhices ao público em geral. Assim devemos fazer após o PT perder o controle. Só assim para o PSOL, PCdoB, REDE e afins também saírem da frente da nação e a deixarem em paz. A esquerda universitária, a mais perigosa de todas, também perde nesse método de debate. Já notaram como ficam loucos quando usamos de piadas, ironias e brincadeiras para denunciar suas incoerências? Eles não sabem lidar com isso. Nunca souberam lidar com uma verdadeira divergência de ideias.

