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    Eterna VigilânciaReflexõesTextos Antigos

    Por que o “paredão” comunista pode e o golpe militar não pode?

    Escrito por Lucas Berlanza

    ESTE ARTIGO FOI ORIGINALMENTE PUBLICADO PELO INSTITUTO LIBERAL.

    Se há algo que jamais consegui entender – decerto porque, se minha mente não for “normal”, o que por si só já é um conceito complicado de se definir, tampouco ela é uma mente socialista – é a capacidade dos esquerdistas de exibir indignação seletiva. O popular “dois pesos, duas medidas”. Algumas páginas voltadas para o público liberal ou conservador nas redes sociais, como a do diretor-geral do IL, Alexandre Borges, compartilharam recentemente um vídeo de Mauro Iasi, do PCB, que dá exemplo categórico disso.

    Tendo concorrido à presidência pela legenda comunista, Iasi tem formação robusta na USP e foi presidente da Associação dos Docentes da UFRJ. O vídeo o mostra em um congresso, ocorrido há alguns meses, do qual tomaram parte ao seu lado figuras como a concorrente psolista, Luciana Genro, também do espectro político da esquerda lunática. Por alguma razão, o trecho apavorante da fala de Iasi só ganhou notoriedade agora. Seu currículo prova que, a despeito de não ocupar o primeiro escalão na casta cleptocrática reinante no país, ele não é uma figura inexpressiva. Mereceria alguma atenção o fato de ter incitado ao crime mais violento. Foi precisamente o que fez.

    Mostrando todo o seu amor pela divergência, pela democracia, pela convivência de opiniões contrárias, Iasi começa sustentando que, para “enfrentar os conservadores”, faz-se necessário radicalizar, uma vez que a direita ganha força cooptando as aspirações e sentimentos da “classe trabalhadora”. O caminho seria mobilizar esta última, insuflá-la, jamais “dialogar com os conservadores”. Em citação a Bertol Brecht, poeta e dramaturgo marxista que recebeu o maravilhoso Prêmio Stálin da Paz (??), discutindo sobre a ideia de que um direitista possa ser uma “pessoa boa”, Iasi defende que, assim mesmo, tal pessoa é um “inimigo” e deveríamos estar dispostos a lhe oferecer “um bom paredão”, o encontro com uma “boa espingarda”, uma “boa bala”, e por fim, “depois de uma boa pá, uma boa cova”. Afinal, ufana-se ele, “com a direita e o conservadorismo, nenhum diálogo, luta!”.

    Embora a maior parte da fala seja uma citação de Brecht, se eu cito, por analogia, uma frase de Hitler elogiosamente, assumo para mim mesmo o peso do seu significado e a causa que ela sustenta. Iasi declarou apaixonadamente seu amor pela beligerância, seu desprezo pela negociação e seu descrédito ao diálogo. Compreendo o esforço em deixar clara a impossibilidade de alinhamento com as teses mais avessas aos próprios propósitos; qualquer um se preocuparia com isso. Não compreendo e não aceito, de maneira alguma, o endosso ao FUZILAMENTO de quem sustenta essas teses. Uma tal proposta é monstruosa e incompatível com uma sociedade livre e saudavelmente ordenada; é típica da barbárie e do espírito genocida do totalitarismo. No entanto, não repercute; nossa grande imprensa, da mesma forma por que faz parecer que os malfeitos de Eduardo Cunha são a questão mais grave da história mundial e o caos institucionalizado do governo petista pouco significa, nada fala sobre isso.

    Não é novidade e nem surpresa. Enquanto o partido no governo, o PT, que representa o Foro de São Paulo e o esquerdismo mais autoritário, precisa aparentar moderação retórica mínima e negociar com oligarcas e fisiológicos para conservar sua governabilidade – o que, nas situações-limite, ele consegue fazer cada vez menos -, legendas minoritárias como o PCB de Iasi, o PSTU do “contra burguês, vote 16” e o PCO do discurso hardcore, estão à vontade como franco-atiradoras, pregando o radicalismo mais explícito sem qualquer grande reprimenda. Nos horários eleitorais, seus candidatos ocupam seu tempo de campanha defendendo a eliminação do sistema democrático, que seria meramente uma formalidade burguesa a ser extirpada em prol do igualitarismo, sustentando a “revolução” socialista e a derrubada da ordem social, enquanto mamam no fundo partidário e fazem sua participação infame no mesmo jogo que demonizam.

    Que espanto isso causa? Que comentários são feitos sobre isso? Em contrapartida, meus amigos, quando, em manifestações de rua contra o governo de esquerda, alguns setores irritados e desesperados da sociedade levantam faixas com propostas mais radicais, defendendo uma ação militar contra os poderes estabelecidos e/ou manifestando o desejo de um autoritarismo militar como ferramenta para “limpar” o país da corrupção estabelecida como método de governança – sendo esses setores, diga-se de passagem, extremamente minoritários em relação ao todo das manifestações -, eles tomam as manchetes. As manifestações como um todo se tornam “absurdos aglomerados de golpistas que querem derrubar a ordem estabelecida e acabar com a democracia e a República”.

    Ora, ir às ruas pedir um golpe militar contra o governo de esquerda, isso não pode. Isso é inaceitável na sociedade moderna civilizada. No entanto, usar o horário eleitoral, invadir sem cerimônia os televisores de todo o país para pregar a revolução comunista, defender o FUZILAMENTO de liberais e conservadores em um grande congresso, isso pode? É absolutamente normal? Ninguém reage? Já passou o tempo de menosprezar o efeito da infiltração cultural e da persistente exaltação da mentira vermelha na nossa sociedade, vista como um conto de carochinha por suas vítimas tolas. Uma sociedade que não possua instrumentos, em seu próprio seio, que desnudem esse gênero de absurdo, somente comprova sua patológica cegueira.


    Por que o “paredão” comunista pode e o golpe militar não pode? was last modified: março 26th, 2017 by Lucas Berlanza
    março 10, 2016 0 comentários
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Sobre o Autor

Lucas Berlanza

Lucas Berlanza Corrêa é jornalista formado pela UFRJ, gestor de mídias sociais, assessor de imprensa, carioca, insulano e tricolor (no futebol e no samba). Escreveu por breve tempo sobre as escolas de samba do Rio para uma revista de entretenimento, e depois se voltou para a política em seu trabalho pelo Instituto Liberal. Neste último campo, gosta de dizer – e cada um que julgue com que propriedade – que se inspira no velho Whiggismo burkeano, devidamente pintado, porém, com as cores e a realidade do Brasil. É um “lacerdista tardio” e, como tal, não pretende, nem pode, desistir do Brasil. Saiba mais

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